Um orador nato começa seu discurso com medo da audiência
Ela odiava isso!
Ela era esquentada,
Parecia ter a cabeça vermelha
Se ela fosse ruiva,
Seria só uma saída, não uma resposta
Um dia cortou os cabelos
E com eles pintou a vida
Foi um dia difícil...
Ela ficou outra
Ela até mordeu sua própria raiva
E foi tão forte
Que nenhum sentimento queria ficar perto dela
Na verdade
Ela só tinha como amigos
Uma Dúvida e um Segredo
A dúvida ela não me disse
E o Segredo?
Ela o desenhou num sorriso bem medido
Que me salva todos os dias
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
São provocações
Ela ficou bem pequena
assim do tamanho de um alfinete
do mesmo alfinete que a furava
e queria costurar uma vida de retalhos
Sobras! Era isso que lhe deixavam
Eram provocações de todos os lados
Não bastasse isso lhe deram fôlego
Calculadamente
Com porcentagens
Share e todo tipo de providência premeditada
Eles a mediam tão bem!
Eles sabiam sua comida predileta
O nome do seu cachorro
E o endereço do seu sonho
Pronto! Eles sabem...
Ela se conforta em saber
que tem o apoio de um vale-alimentação
Ela só não sabe que esse vale
Vale pouco
E alimenta só o seu medo
Até que ela acordou de repente
Quis ser ouvida, gritou, chutou e até fez guerra
E Quando quis revidar, lhe disseram
Assim não!
assim do tamanho de um alfinete
do mesmo alfinete que a furava
e queria costurar uma vida de retalhos
Sobras! Era isso que lhe deixavam
Eram provocações de todos os lados
Não bastasse isso lhe deram fôlego
Calculadamente
Com porcentagens
Share e todo tipo de providência premeditada
Eles a mediam tão bem!
Eles sabiam sua comida predileta
O nome do seu cachorro
E o endereço do seu sonho
Pronto! Eles sabem...
Ela se conforta em saber
que tem o apoio de um vale-alimentação
Ela só não sabe que esse vale
Vale pouco
E alimenta só o seu medo
Até que ela acordou de repente
Quis ser ouvida, gritou, chutou e até fez guerra
E Quando quis revidar, lhe disseram
Assim não!
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
O Aquário
Um aquário bem feito
Medido com bons palmos e boas mãos
Não deixa perceber nada além dele
E se tiver um castelinho então.... Pronto!
Já tem uma vida toda pra entreter
Mas e se eu gritasse para o peixe
- Ei amigo! Pule fora dessa! Você já viu o tamanho desse vidro?
Certo dia, munido de toda solidão de um domingo eu arrisquei
Gritei como pude
E a resposta que obtive?
"Ploc!"
Pobre peixe!
Nunca vai saber como é grande a minha caverna
Medido com bons palmos e boas mãos
Não deixa perceber nada além dele
E se tiver um castelinho então.... Pronto!
Já tem uma vida toda pra entreter
Mas e se eu gritasse para o peixe
- Ei amigo! Pule fora dessa! Você já viu o tamanho desse vidro?
Certo dia, munido de toda solidão de um domingo eu arrisquei
Gritei como pude
E a resposta que obtive?
"Ploc!"
Pobre peixe!
Nunca vai saber como é grande a minha caverna
Ode à Galileu
Se queria um compasso
Me deram uma luneta
Que raios! Como posso me divertir a valer com isso?
Simplesmente não posso!
Se bem que tem lá a sua utilidade...
Vai ver é só calo de sapato novo
Vai ver nem gosto tanto de geometria aeroespacial
Mas poxa vida! Os redondos ficam tão mais redondos dentro do compasso
Mas foi com a luneta que arredondaram a terra...
Me deram uma luneta
Que raios! Como posso me divertir a valer com isso?
Simplesmente não posso!
Se bem que tem lá a sua utilidade...
Vai ver é só calo de sapato novo
Vai ver nem gosto tanto de geometria aeroespacial
Mas poxa vida! Os redondos ficam tão mais redondos dentro do compasso
Mas foi com a luneta que arredondaram a terra...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
O homem de meias amarelas
Esse poema ficou pequeno
Para o homem de meias amarelas
E ele provocava todos os versos
Instigava minhas rimas pobres
Brincava mesmo como quem já fez seu carnaval
Este homem era... Enfim!
E isso basta
Suas rotas tinham pouco tempo e espaço
Ele era uma constelação fixa
Genial!
Ele queria ser burocrata
Mas virou astronauta mesmo
E foi feliz!
Mas pra que querer mais do que isso?
Talvez precisemos de mais caminhos
Até porque, o homem de meias amarelas
Fugiu com os nossos pés
Para o homem de meias amarelas
E ele provocava todos os versos
Instigava minhas rimas pobres
Brincava mesmo como quem já fez seu carnaval
Este homem era... Enfim!
E isso basta
Suas rotas tinham pouco tempo e espaço
Ele era uma constelação fixa
Genial!
Ele queria ser burocrata
Mas virou astronauta mesmo
E foi feliz!
Mas pra que querer mais do que isso?
Talvez precisemos de mais caminhos
Até porque, o homem de meias amarelas
Fugiu com os nossos pés
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Os sinos
Queria viver de poesia
Com todas as traquitanas
Do medo à maresia
Da pobreza à burguesia
Com uma sanidade insana
Dlorom! Toque o sino Frere Jacque
Pois badala o meu coração
Dlorom! Toque o sino Frere Jacque
Pois o meu desejo não é em vão
Me dessem um alaúde, eu tocaria valsa
Mas me deram história e fiz uma vida
Com todas as traquitanas
Do medo à maresia
Da pobreza à burguesia
Com uma sanidade insana
Dlorom! Toque o sino Frere Jacque
Pois badala o meu coração
Dlorom! Toque o sino Frere Jacque
Pois o meu desejo não é em vão
Me dessem um alaúde, eu tocaria valsa
Mas me deram história e fiz uma vida
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Dança Pnêumônica
Depois de tossir trinta e três
Trinta e três vezes
E de dançar o Tango Argentino
Eu me dei por farto
Fui vencido por mais um bolero
Que atirava notas surdas
Contra o meu tórax
Cansado! Muito cansado!
E o que fazer? Por ora, vou na valsa...
Melhor garantir algum proveito da vida
Negociando as desavenças da sorte
Fazendo medida justa e consciente
Do real ao particular
Só pra não chamar a atenção
Das dúvidas condensadas desta dança tossida
Trinta e três vezes
E de dançar o Tango Argentino
Eu me dei por farto
Fui vencido por mais um bolero
Que atirava notas surdas
Contra o meu tórax
Cansado! Muito cansado!
E o que fazer? Por ora, vou na valsa...
Melhor garantir algum proveito da vida
Negociando as desavenças da sorte
Fazendo medida justa e consciente
Do real ao particular
Só pra não chamar a atenção
Das dúvidas condensadas desta dança tossida
Canção Menor
Minha terra tem tristezas
Onde o pranto ali está
As dores que aqui encontro
são menores que as de lá
Minha terra foi vendida
Pra um sem-terras trabalhar
E o solo que era pasto
Agora pôs-se a cultivar
Minha terra é vermelha
De tanto tomar sol
Quem sabe se chovesse mais
O poema acabasse diferente
Onde o pranto ali está
As dores que aqui encontro
são menores que as de lá
Minha terra foi vendida
Pra um sem-terras trabalhar
E o solo que era pasto
Agora pôs-se a cultivar
Minha terra é vermelha
De tanto tomar sol
Quem sabe se chovesse mais
O poema acabasse diferente
quarta-feira, 14 de março de 2007
Que cosmo ensandescido
Oh cosmo ensandescido
Por que me destes dois semblantes?
Um que rege o outro adormecido
Evitando ser errante
Meu pai é a razão que talvez devesse seguir
Minha mãe a segurança e a privação
O acaso os fez unir
Me dando a sorte e a maldição
Meu futuro é um ponteiro de duas setas
Uma contra a outra com destinos diferentes
Espero gostar destas
Que encontrarei pela frente
Por que me destes dois semblantes?
Um que rege o outro adormecido
Evitando ser errante
Meu pai é a razão que talvez devesse seguir
Minha mãe a segurança e a privação
O acaso os fez unir
Me dando a sorte e a maldição
Meu futuro é um ponteiro de duas setas
Uma contra a outra com destinos diferentes
Espero gostar destas
Que encontrarei pela frente
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